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Nada é tão contagioso como o exemplo – Relato de um faixa roxa de Manaus

Eu comecei a praticar o Aikido apenas com o objetivo de fazer uma atividade física relacionada a algo que eu gostava de fazer, artes marciais. No entanto, quando comecei a praticar, me deparei com um verdadeiro método de educação para a vida com a inserção de um vasto grupo de técnicas de arte marcial que não discrimina seus participantes, fazendo com que qualquer pessoa possa praticar.
No dia a dia do Aikido, a prática marcial nós leva a desenvolver questões como postura, distância, equilíbrio, visão e trabalha a comunicação corporal, aspectos esses que nos remetem a situações que encontramos diariamente em conflitos pessoais e profissionais.

O Aikido me possibilitou um aprimoramento físico e de saúde, aprimoramento social (pessoal e profissional) e no estilo de vida.

O fato de não termos competições no Aikido, nós faz ter uma visão diferente do nosso parceiro de treino. Isso nos remete a um aprendizado social com a idéia de vê-lo como uma contribuição para nossa progressão e não um obstáculo a ser superado. Passamos a ter vontade de resolver qualquer problema de forma harmoniosa dentro do Dojo, passamos a reconsiderar nossa relação com os outros, favorecendo uma atitude mais pacífica e menos conflituosa que é possível levá-la para nosso ambiente de trabalho e para nossa vida pessoal.
O Aikido é a arte marcial da não violência, e da não-resistência, portanto o que posso tirar de melhor dessa prática física é, além da melhoria da minha saúde, também um bom desenvolvimento mental, pessoal e profissional.

Claudio Lemos de Aguiar

PS.: Cláudio Lemos possui atualmente o grau de 4º Kyu e treina regularmente no Yama Dojo Fucapi com o Sensei Renato Lessa e aos sábados no Yama Dojo – Fort. Ocasionalmente, o Aikidoísta também lidera o treino na Fucapi na ausência do Sensei Renato.

 

Post Original da Fucapi:

 

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Espeto com Pincel no novo Dojo

Neste último domingo, dia 18 de Novembro de 2012, nos reunimos na nova sede que está sendo construída do Yama Dojo. Dessa vez, testamos nossas habilidades como pintores tingindo de branco a parte superior do novo dojo.

Ainda podemos desfrutar de 4 bandas de tambaqui por mim temperadas com bastante zelo e mais algumas iguarias trazidas pelos alunos. A hidratação também estava garantida com os mais diversos sucos fermentados.

O melhor de tudo foi a reunião e fortificar os laços do grupo manauara de Aikido.

Mensalidade no AIKIDO

A mensalidade no AIKIDO é encarada apenas como uma contribuição para a manutenção do local de treino. Dificilmente você irá encontrar um DOJO de Aikido onde o professor aceite todos os alunos apenas o critério financeiro. O pagamento demonstra gratidão e não uma relação comercial. Infelizmente alguns alunos procuram o dojo e acham que basta pagar a mensalidade para começar a treinar. Para mim, o grupo de AIKIDO é encarado com laços quase familiares. Para entrar na família, é preciso que o aluno mostre bastante respeito pelo o que o DOJO representa e gratidão por lhe ser permitido fazer parte do grupo. Não precisa ser nada exagerado, apenas de coração e sincero. Logo o aluno irá perceber que o Sensei e alunos mais antigos se preocupam com ele e farão o possível para o ajudar a evoluir no DO. Alguns no início não gostam desse tipo hierarquia. A acham autoritária e antiga, mas os que ficam com o tempo entendem que a relação é quase de pai e filho. Eu também sou aluno so Shihan Wagner Bull. A cada dia que passa, meu respeito e admiração por esse mestre somente aumenta e verifico que nunca poderei pesar o meu lado da balança e empatar com o lado dele quando falamos dos benefícios que oferecemos um ao outro. Esse sentimento, devido a minha ignorância, não surgiu da noite para o dia, levou algum tempo. Hoje tenho certeza disso e sou muito grato ao meu Sensei. As pessoas são livres para procurar outros caminhos (DO’s) quando acharem que o AIKIDO é antiquado em suas relações. Mas este é meu caminho e só tem me feito bem.

Treino no Zensei Dojo em Fortaleza – 17 de Setembro de 2012

Na última segunda(17/09/2012) tive a oportunidade de treinar com o Sensei Luiz Fernando Amorim em seu Dojo em Fortaleza. Ótimo treino que abriu um pouco mais meus olhos em relação ao Aikido. A família da Confederação Brasileira de Aikido nos oferece oportunidade valiosas como essa. Sensei Sakanashi uma vez me falou que para aprender Aikido, você precisa compartilhar ele, se você se fechar, não evolui.

Escala para quando você percebe que o AIKIDÔ faz parte da sua vida em exagero

Entalha seu próprio “bokken”;

Escreve AIKIDÔ em japonês na parede do seu quarto;

Escreve seu nome em japonês na parede do seu quarto;

Tem mais de 05 (cinco) camisetas com o tema AIKIDÔ;

Aplica um “Nikyo” na(o) namorada(o) dizendo que ele(a) invadiu o seu “Ma-ai”;

Tenta se comunicar com “Ô Sensei” durante o “Mokuso”;

CONSEGUE se comunicar com “Ô Sensei” durante o “Mokuso”;

Seu “Dogi” está mais bem passado do que suas roupas;

Ao assistir filmes do Steven Seagal fica repetindo: “-Isto eu sei fazer!”;

Seu objetivo na vida é ser o “Doshu”;

A viagem dos seus sonhos é visitar o “Hombu Dojo”;

Toda a vez que entra em baixo de uma caxoeira faz “Furidama”;

Gasta todo o seu dinheiro em seminários;

É a favor da legalização das armas brancas;

Seu prato favorito é Comida Japonesa;

Recita os Lemas do AIKIDÔ todos os dias ao acordar;

Tem um quadro de “Ô Sensei” em cima da cama;

Fica furioso quando alguém diz: “-Mas você tem que usar uma saia?”;

Agrade às pessoas dizendo “domo arigatô”;

Ao levar um susto se posiciona em “Kamae”;

Você não leva sustos, vive em “Zanchin”;

Já pensou em ser “Uchideshi”;

Você já é “Uchideshi”;

Você anda em “Shikko” pela casa;

Seus amigos não-aikidoistas não aguentam mais ouvir você falar em AIKIDô;

Você não tem mais amigos não-aikidoistas;

Atende ao telefone dizendo “Hai”;

Seu cachorro se chama “Kotegaeshi”.

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