Um dos melhores ou melhor seminário que já participei – Ikeda Shihan

Este último seminário em São Paulo com o famoso mestre Hiroshi Ikeda Shihan foi um dos melhores ou talvez o melhor seminário que já tive oportunidade de participar. Sensei Ikeda nos presenteou com um primor de aulas. O aluno Diego também pode ir a este evento e conhecer pela primeira vez as excelentes instalaçõs do Dojo Central do Instituto Takemussu. Chegamos no Dojo Central por volta de 16h e 30min e precisamos aguardar a abertura do Dojo por volta de 17h e 30min. Ficamos acomodados nos beliches disponibilizados para quem se dispões a pagar um pouquinho mais para ter mais conforto. Há ainda a opção de dormir no tatame do dojo e não pagar nada.

A aula de sexta foi somente para faixas pretas e foi daquelas aulas em que você  pensa como valeu a pena ter vindo de tão longe. Aikido é caminho longo e difícil, porém com a orientação correta, somos capazes de descobrir maravilhas. Foi isso que Ikeda Shihan fez nos mostrando como desiquilibrar o Uke de uma maneira simples e eficiente, mas que talvez para os olhos do não praticante de Aikido ou o principiante, pareça impossível. Outra coisa é que eu já havia notado em um vídeo na Internet, que Ikeda Shihan tem ensinado algo muito parecido com que o Sensei Wagner tem ensinando nos últimos anos. Isso nos deu mais uma vez a prova de que estamos no caminho correto. Durante o seminário, centenas de alunos puderam ter a mesma confirmação com o que Ikeda Shihan nos mostrou.

Tenho certeza que neste sábado, teremos uma brilhante aula com Bull Shihan em Manaus e talvez nosso Shihan nos presentei com algo que somente olhos mais treinados.

Vejam mais em:

http://brazilaikikai.wordpress.com/2011/08/09/seminario-com-hiroshi-ikeda-shihan-3-a-9-de-agosto-de-2011/

Seminário em Cambridge-UK com Ezra Shihan 09 e 10 Julho 2011

Nos dias 9 e 10 de Julho de 2011, tive a oportunidade de participar em Cambridge na Inglaterra, de um seminário de Aikido com Terry Ezra Shihan. Foi a proimeira vez que treinei com o mestre Ezra.

Minha maior dificuldade foi conseguir hotel na cidade pois há mais de 3 semanas estava tudo cheio e o último quarto que eu havia reservado na cidade eu o perdi depois de me dizerem que o hotel estava em overbooking.

Como não consegui hotel em Cambridge, fiquei em uma cidade próxima, porém me arrependi pois descobri que a mesma não tinha onibus para Cambridge nos fins de semana. Eu ia pegar um taxi e gastar uma grana , mas o Jeremy que é um senhor de 51 anos e quarto Dan de Aikido(figuraça)  insistiu demais em me levar e cabei indo com ele, embora eu relamente tenha insistido em pegar o taxi, o Jeremy não deixou.

O seminário foi interessante e confuso para mim(soma-se a isso a barreira do meu pobre inglês). Como eu era o único de fora e aluno do Bull Shihan, acho que acabei chamando atenção por isso. Boa parte do seminário treinei com o Jeremy que ia me corrigindo na visão deles. Teve um fato engraçado que foi que Jeremy pedia para eu socar nele com força e eu fazia isso claro relativamente. Quando eu percebia que ele não ia sair eu parava a mão perto do nariz dele. O Jeremy é bem baixinho, acho que uns 1.55m e ele começava a pular jogando o nariz contra a minha mão. Parecia que ele tava tentando bicar ela.

Tecnicamente o seminário foi interessante. Ezra Shihan consegue derrubar os Ukes com extrema facilidade. Ele me chamou atenção em vários pontos que penso que podi aproveitar alguns deles para o meu aprendizado. Bom, em resumo foi isso.

Sobre a cidade de Cambridge, achei o pessoal da cidade menos acostumado com estrangeiros. Como meu inglês não é la essas coisas, nem sempre eu entendo de primeira o que as pessoas falam e em Cambridge isso pareceu incomodá-los mais que em Londres.  A cidade é quase que totalmente voltada aos estudantes com belas universidades, apesar de ter seu charme, fiquei feliz de voltar a Londres.

Joacir Marques

Por enquanto somente as fotos:

Aula Especial – 25 e 26 de Junho de 2011

No último sábado e domingo tivemos duas aulas especiais no Yama Dojo. No sábado, além da aula, fizemos uma homenagem ao Sempai Renato.  Ele ganhou um lindo Hakama Japonês da marca Tozando.

No domingo revisamos os 7 ken Suburi e os 5 Kumitachi de Boken. Ainda foram sorteados 1 camisa e 1 livro de AIkido para iniciantes doado pelo Sensei Requena, que é o autor do livro.

A ARTE DA PAZ V

Percebi uma importante verdade: o budo não serve para sobrepujar pessoas com a força bruta ou com armas, nem para destruir o mundo com a guerra. O verdadeiro budo serve para colocar as coisas em ordem, estabelece a paz no mundo, nutrir e proteger todas as coisas. Este é o meu propósito ao treinar budo: nutrir, proteger e promover toda forma de vida com o poder do amor de Deus.

MORIHEI UESHIBA

Sensei Alexandre Bull em Curitiba – 18 e 19 de Junho de 2011

No último fim de semana, tivemos a oportunidade de participar de um brilhante encontro Técnico de Aikido com Sensei Alexandre Bull, 4º Dan e com a participação de seu irmão, o também faixa preta Edgar Bull 2º Dan de Aikido. 

Participaram desse evento 15 alunos do Aikidojo Curitiba (http://www.aikidocwb.com.br/), eu(Sensei Joacir) e o aluno Diego Assis representando o Yama Dojo de Manaus, e ainda o aluno Camilo Masuko do Dojo Central.
 
O Shidoin Alexandre Bull enfatizou conceitos como: tai sabakis, irimi, quedas e kihon, de forma extremamente marcial e eficiente sem no entanto, ser bruto, o que causou em todos os presentes grande impacto.  Destaco ainda o controle do centro de forma relaxada, conceito ensinado pelo Sensei Wagner Bull e que através do Sensei Alexandre, tive um gostinho de que alguma semente foi plantada e talvez possa desenvolver essa técnica maravilhosa.
 
Esses conceitos foram vistos e por todos praticados, sendo que de forma individual fomos todos corrigidos e orrientados de forma muito didática.
 
Houve também os exames de faixas, tendo sido aprovados 1 aluno para faixa verde e 2 para a faixa amarela. No exame para faixa verde, o Diego do Yama Dojo participou como UKE.
 
E foi isso e muito mais. Agora só saudades desses momentos e vamos treinar.
 
Abraços,
Joacir Marques
Líder do Yama Dojo – Brazil Aikikai
 

Encontro Técnico de Aikido com Sensei Matsuda em Manaus

No último fim de semana, nos dias 11 e 12 de junho de 2011 tivemos um magnífico encontro técnico com o Sensei Roberto Matsuda, Yondan de Aikido e aluno do Shihan Wagner Bull 6º Dan Aikikai. Apesar do forte calor que fez neste fim de semana em Manaus, foram quase 9 horas de treino com muito aprendizado e muito suor.

No sábado de manhã, depois de 1h e 30min de aula, começamos os exames de faixa de três alunos para amarela sendo todos aprovados e com destaque especial para Nicolly Alves, filha do também aluno Aldenor Silva, graduou-se com apenas 7 anos de idade para faixa amarela em um exame de altíssimo nível técnico. Também foram graduados o aluno Vinícius Aguiar e Daniel Nunes.

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Depois da aula da manhã fizemos o passeio do encontro das águas negras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões, um espetáculo da natureza em Manaus e para fechar o passeio, comemos peixes típicos da cidade, nosso famoso pirarucu e sardinha de água doce.

Recarregada as energias, às 17h iniciamos um treino especial de armas antes da aula principal. O objetivo era revisar os Suburis de Ken e os 5 kumi tachi. Continuamos o treino com algumas técnicas de Henka Waza.

No domingo Sensei Matsuda repassou todas os suburis de JO e revisamos os tachi no suburi. Finalizamos com um almoço no restaurante banzeiro comendo Tambaqui ao molho de camarão, uma delícia da culinária do nosso estado.

Foi um excelente encontro técnico e de fundamental importância para nos preparar para os exames que acontecerão em agosto na ocasião da visita do nosso Shihan, o mestre Wagner Bull.

Entrevista com Isoyama Sensei

FN: O que o fez procurar o Aikido?

ISOYAMA: Em 1949, quando me matriculei, o Japão – recentemente derrotado na Guerra – estava muito conturbado. Minha família tinha uma pousada e eram freqüentes os clientes brigões, o que me fez pensar em aprender alguma arte marcial, pois, corríamos perigo. Entrei, então, na academia de Aikido que havia em Iwama.

FN: Como eram os métodos de ensino do Grão-Mestre naquela época?

ISOYAMA: O Grão-Mestre não servia de ukê para os alunos, mas ensinava todos os alunos, um por um. Por exemplo, repetia o shomen-uti dai-itikyô com todos os alunos e aprendemos observando essas repetições, pois, não havia explicações detalhadas. No início, não havia tatamis e treinamos em assoalho. Doer, doía sim (mas não doía por dentro).

FN: Como foi a primeira vez que ensinou aos norte-americanos?

ISOYAMA: De qualquer modo sofri muito porque eram todos bem mais altos que eu. Especialmente, o koshinague não funcionava. Foi daí que passei a entrar com o ombro ao invés de quadril e daí nasceu aquela técnica, que exibo em demonstração a de arremessar acima dos ombros. Havia, na época, um americano que conhecia boxe e luta livre e que atacava de todas as formas, de modo que as aulas pareciam um combate real. Um dia levei-os para a Academia de Iwama e, quando me viram ser arremessado tão facilmente pelo Grão-Mestre, não levaram a sério que o professor capaz de derrubá-los sempre nas aulas fosse tratado dessa forma por um velho tão miudinho. Pediram então, que os enfrentasse e ficaram atônitos ao serem instantaneamente dominados pelo Velho Mestre. Ainda hoje mantenho contato com esses americanos. É maravilhoso o laço duradouro que se cria através do Aikido.

FN: Qual é a sua postura como professor de Aikido?

ISOYAMA: Todo praticante de Aikido possui um objetivo e é natural que cada um tenha uma atitude própria nos treinos de acordo com as suas expectativas como a defesa pessoal, a estética, a saúde ou a soma de tudo isso. Porém, no Aikido prevalece o budô. Tanto a defesa pessoal como a estética devem ser de cunho marcial e, se afastarem do budô, acho que estará se distanciando do espírito do Aikido. Portanto, o professor não deve esquecer-se de que é budoka (praticante de arte marcial). Acho que o professor de Aikido deve assimilar o Aikido como arte marcial para depois ensinar os alunos de diversas maneiras, visando os diferentes objetivos. Não é correto passar ao aluno a idéia limitada de que Aikido é apenas aquilo que o professor sabe fazer. O modo de pensar do Kaisso mudou, naturalmente, no decorrer dos anos, da época em que começou a ensinar até a sua velhice e, evidentemente, os seus movimentos, também mudaram. Não há ninguém que tivesse sido aluno do Grão-Mestre, do início ao fim. O Aikido dos alunos do Grão-Mestre difere conforme a época em que estudaram, o do tempo em que o desejo mais forte dele era de divulgar o Aikido difere de quando, superada a primeira fase, dava ênfase à harmonia e, por último, quando o ki era o elemento mais importante. Não há bom nem ruim nestas diferenças. Outra coisa que interfere seria a idade do praticante. Os jovens podem praticar um Aikido forte adequado ao seu vigor e os mais velhos, um Aikido explorando mais o lá, embora sejam as mesmas técnicas. É por isso que o Aikido – que nasceu do mesmo Kaisso – apresenta-se em formas tão variadas. O professor deve compreender bem este aspecto para corresponder às mais diferentes expectativas dos alunos.

FN: O senhor acha que as técnicas de manejo de armas é importante no Aikido?

ISOYAMA: Acho muito importante. Imagino que para o Grão-Mestre o manejo de armas foi um componente importante para o Aikido como arte marcial. Sendo uma arte marcial, as técnicas de manejo de armas é ideal para adquirir os primordiais fundamentos como a noção de posicionamento diante do oponente, de kamae intransponível, o domínio do centro e assim por diante. Entretanto, se o manejo de armas for apenas técnicas para matar ou ferir, não passará de um simples meio de violência. É preciso entender bem para que serve o treino de manejo de armas e exercitar com seriedade como parte do aprendizado do aiki. O Grão-Mestre repreendia, dizendo que pessoas que nem sabem fazer o suburi estavam praticando uma coisa que parecia kumidati.

FN: Dizem que, na velhice, o Grão-Mestre mostrava uma face espiritualista, como, por exemplo, dizendo, ao repreender um aluno, que era Deus que o fazia e não ele. O que o senhor pensa sobre isso?

ISOYAMA: Ouço muito isso. Penso que ele queria dizer que não era pessoalmente o Ueshiba que repreendia o aluno por sentimentos particulares e, sim Deus, para educá-lo, para dar um sentido superior. Não acredito que ele podia ser possuído por um espírito superior. Talvez, algumas pessoas tinham-lhe atribuído tal poder. O que é admirável nele na questão religiosa é que, mesmo sendo um fervoroso seguidor da seita Omoto, nunca disse a nós alunos que nos convertêssemos à esta seita, tamanha era a sua grandeza. Consideram que o Grão-Mestre foi atraído pela Omoto em busca do verdadeiro espírito do budô, mas imagino que havia um motivo mais profundo. O Aikido como parte da cultura tradicional japonesa, é uma arte marcial que vale a pena ser transmitida para a posteridade. 0 valor do Aikido está na espiritualidade e, por isso, os treinos não devem ser apenas técnicos. É importante conduzir o treino, equilibrando os aspectos técnicos e espirituais.

FN: O senhor que participou, ativamente, na organização da Federação Internacional de Aikido, o que pensa quanto à importância desta entidade?

ISOYAMA: No Japão há muitos professores assim como instalações apropriadas, mas em países carentes de mestres e academias, há muita gente querendo praticar Aikido, também. Para que essas pessoas possam praticá-lo sem gastar muito dinheiro, é importante criar uma sólida organização internacional para dar suporte a essa gente. É necessário, ainda, tomar mais efetiva a organização como um local de atividades para a correta compreensão do Aikido. De nada adianta apenas aumentar a população de aikidocas, se o espírito desta arte for dissipando, deixando de ser aquilo que Kaisso idealizou. Por outro lado, com o crescimento do Aikido, surge o relacionamento com outras organizações esportivas. A mais importante delas é a “World Games”, da qual participam diversas modalidades, mas como o Aikido pela sua própria natureza não pode associar-se a ela diretamente, isso é feito por intermédio da Federação Internacional. Em intercâmbio somente no âmbito do Aikido bastaria a Sede do Japão, não necessitando de outros órgãos, mas ao considerarmos as relações mais amplas, é preciso mantermos uma representação internacional. Por estas razões, devemos consolidar a FIA não como uma entidade que restrinja as ações individuais e, sim, que as concilie.

FN: Estamos na era do Terceiro Doshu. O que o senhor tem a dizer sobre o regime de IEMOTO (raiz familiar)?

ISOYAMA: No Japão existe o chamado regime de iemoto para proteger o centro e para desenvolver corretamente o caminho (dó). O regime de iemoto é, geralmente, eterno. É o caso de sadô (a arte do chá) e de kabulci (um gênero de teatro japonês) que mantêm a ordem por meio do iemoto. No Aikido, que é arte marcial espiritual, também, é a mesma coisa. O sucessor do caminho da arte dever ter grande capacidade, ter pensamentos puros e inabaláveis, saber ensinar e ter sempre discernimento de quem está no topo. Se não for criado num ambiente que propicie esses atributos desde pequeno, não servirá para ser um doshu Acho que o regime de iemoto é ótimo para se criar um sucessor. Eu recebi os ensinamentos do Kaisso. É meu dever assegurar que o Terceiro Doshu cumpra a sua missão sem estorvos e com isso expressar a minha gratidão ao Kaisso. O Primeiro Doshu criou o Aikido. O Segundo, o Mestre Kisshomaru, divulgou-o ao mundo. De agora em diante, é tarefa do Terceiro manter unido o Aikido que agora se propaga sem parar, mesmo sem que se mova uma só palha.

FN: Parece ter havido mudança nas técnicas na Era do Mestre Kisshomaru. Por que?

ISOYAMA: Não podemos generalizar esta afirmação. Até mesmo o Grão-Mestre mudou de sua juventude para a velhice. O Mestre Kisshomaru, também, era vigoroso quando era jovem. Após ter adoecido é que passou a movimentar-se sem forçar as situações. Hoje, eu mesmo sou muito diferente de quando era moço. Os companheiros que treinaram comigo na mocidade dizem que me tomei bem carinhoso. Portanto, não se pode dizer isso ou aquilo porque mudou a Era e, na verdade, o Aikido ficou mais amplo. Nas demonstrações vemos Aikido de todo tipo. Isso se deve às formas de encará-lo, como arte marcial, corno meio de preservar a saúde corno recurso estético, como mero movimento físico e varia de acordo com essas premissas. Na minha academia, evidentemente, praticamos o Aikido conforme os meus pensamentos. Oriento, visando um Aikido que seja aplicável na vida cotidiana. Perde sentido treinar se não praticarmos o espírito de harmonia do Aikido.

FN: Para finalizar o que é Aikido para o senhor?

ISOYAMA: A melhor coisa que aconteceu fazendo Aikido é que, através dele, encontrei muitos amigos com quem convivo de peito aberto. É maravilhoso poder relacionar-me com pessoas sem me preocupar com a idade, com pessoas mais vividas ou mais jovens. Há tantas coisas que posso assimilar delas, já que cada um vive um mundo específico. Penso que isso seja, talvez, a coisa principal que me faz continuar no Aikido. O Grão-Mestre vivia cercado de grandes homens porque ele foi grande. Como sou, ainda, muito imaturo posso, aos poucos, crescer, relacionando-me com grande numero de pessoas. O mais importante é fazer com que cada vez mais pessoas compreendam as qualidades do Aikido e que elas possam viver mais felizes e isso é a gratidão ao Grão-Mestre e ao Mestre Kisshomaru.

“Um dia levei soldados americanos para a Academia de Iwama e, quando me viram ser arremessado tão facilmente pelo Grão-Mestre, não levaram a sério que o professor capaz de derrubá-los sempre nas aulas fosse tratado dessa forma por um velho tão miudinho.”

Programação Encontro em Buenos Aires do Aikido International Club

Abaixo a programação do Encontro em Buenos Aires do Aikido International Club

Quem quiser ir e ainda não se decidiu falar com Edgar (edgar.bull@aikikai.com.br). Um grupo de 15 aikidoistas do brazil Aikikai estará indo.

Sábado 25 de Junho de 2011

  • 09h às 10h – Bull Wagner Sensei (6° Dan- BRASIL)
  • 10h às 11h  – Guillermo Gómez Sensei (4° Dan – EEUU)
  • 11h às 12h  – Rojo Jorge Sensei (6° Dan – CHILE)
  • 14h às 15h  – Leoni Luc Sensei ( 4° Dan – BRASIL)
  • 15h às 16h  – Parma Omar Sensei (5° Dan – ARGENTINA)
  • 16h às 17h  – Dos Santos Sensei (5° Dan – BRASIL)
  • 20 horas – Jantar com os Senseis da ACI, no Restaurante “Sol Naciente”, (reservar lugar)

Domingo 26 de Junho de 2011

  • 10h às 11h – Requena Nelson Sensei (6°Dan – VENEZUELA)
  • 11h às 12h – Sakanashi Masafumi Sensei ( 6° Dan – ARGENTINA)
  • 12 horas Exibições

A ARTE DA PAZ IV

A  ARTE DA PAZ funciona em todas as partes da terra, em reinos que vão da vastidão do espaço, até as mais minúsculas plantas e animais. A força da vida a tudo embebe e a sua força é ilimitada. A Arte da Paz nos permite perceber e captar aquela tremenda reserva da energia universal.

OITO  forças sustentam a criação:

  • Movimento e repouso,
  • Solidificação e fluidez,
  • Extensão e contração,
  • Unificação e divisão.

Morihei Ueshiba

Nutrição e desempenho em esportes aeróbios: treinamento antes, durante e após a competição, hidratação

A procura de alimentos que possibilitem um melhor desempenho, ocorre desde  o princípio da existência humana, quando surgiram os primeiros “atletas”, os caçadores e guerreiros.

Na Grécia Antiga, era comum que os atletas participantes das Olimpíadas ingerissem grandes quantidades de carnes com o objetivo de aumentar a massa muscular e a força.

Atualmente já está claramente demonstrado que a nutrição afeta o desempenho físico e que, associado ao potencial genético e ao treinamento adequado, é um fator fundamental para o sucesso.

  

NUTRIÇÃO DURANTE O  TREINO

 Manter uma alimentação adequada durante o treinamento é uma das chaves para o sucesso nas competições.

O gasto energético na atividade física deve ser incluído no cálculo das necessidades energéticas, que levam em consideração também o metabolismo basal e a termogênese dos alimentos. Dependendo da intensidade e duração do treino a ingestão calórica necessária pode aumentar consideravelmente. As necessidades devem ser estimadas levando-se em consideração a modalidade praticada, duração e intensidade do treino.

A avaliação antropométrica, incluindo peso e medida das dobras cutâneas, permite a avaliação da evolução corporal, e o monitoramento das alterações decorrentes da ingestão alimentar e do treinamento.

Os macronutrientes devem estar em equilíbrio. Os carboidratos, o principal substrato energético do nosso organismo, devem contribuir com 60% – 70% das calorias totais. Sempre devem ser preferidas as opções integrais. Apesar das necessidades protéicas estarem aumentadas durante a atividade física, essa necessidade é facilmente suprida através de uma alimentação equilibrada. Os lipídios devem completar o valor calórico diário, sem ultrapassar os 30% recomendados nos guias de prevenção de doenças cardiovasculares. Deve-se ainda equilibrar a ingestão de ácidos graxos mono, poli e insaturados.

O hábito de ingerir líquidos antes, durante e após a atividade deve ser introduzido e estimulado durante o treinamento, sempre em garrafas individuais e com válvulas.

Os horários das refeições e a seleção dos alimentos devem respeitar a disponibilidade do atleta.

 

QUANDO E O QUE COMER ANTES DO TREINO 

A refeição que precede o treino deve:

  • Permitir que o estômago esteja relativamente vazio antes do início da atividade
  • Prevenir ou minimizar alterações gastrintestinais
  • Ajudar a prevenir a sensação de fome
  • Ajudar a prevenir a sensação de fadiga
  • Garantir o fornecimento adequado de energia (carboidratos)
  • Contribuir para um estado de hidratação adequado.

Em geral, uma alimentação sólida pode ser ingerida 3 – 4 horas antes da atividade, o que permite o esvaziamento gástrico quase total, ao mesmo tempo em que  diminui a sensação de fome. Recomenda-se a seleção de uma refeição de fácil digestibilidade, com predominância de carboidratos e menor proporção de proteínas e gorduras.

Devem ser evitados:

  • Alimentos que causem flatulência, aumento da acidez estomacal, azia, como por exemplo, leguminosas, alguns tipos de hortaliças, alimentos muito fibrosos e muito condimentados;
  • Volume de alimentos que possa estimular a movimentação intestinal (peristaltismo) durante a atividade;
  • Alimentos com alta concentração de açúcar que podem retardar o esvaziamento gástrico ou criar um efeito osmótico reverso, aumentando o conteúdo de fluido do estômago e provocando náuseas e câimbras. Altas doses de frutose podem provocar diarréia;
  • Alimentos e preparações desconhecidas;
  • Alimentos que, por experiência individual de cada atleta, já tenham provocado algum mal estar ou alteração gástrica;

Refeições líquidas, preparadas a partir de fórmulas à base de carboidratos, podem substituir refeições sólidas pré-atividade. Em algumas situações pode ser uma opção mais vantajosa em relação à praticidade (menor tempo de preparo).

Cuidados especiais devem ser tomados em relação à hidratação.

 

DURANTE A ATIVIDADE: 

Manter a hidratação constante. Deixar a garrafinha próxima e habituar-se a ingerir água sempre que possível.

A utilização de bebidas acrescidas de carboidratos deve acontecer em eventos de longa duração ou alta intensidade ou caso o atleta participe de mais de um tipo de atividade.

 

APÓS A ATIVIDADE: 

Principais objetivos: hidratação e recuperação dos estoques de energia.

Imediatamente após o exercício, a enzima glicogênio-sintetase é ativada pela depleção dos estoques de glicogênio e é importante iniciar a reposição de carboidratos com o objetivo de repor esta reserva. É interessante ingerir uma fonte de carboidratos, que pode ser adicionado à água.

 

HIDRATAÇÃO 

O principal objetivo da hidratação durante a atividade física é evitar que ocorra desequilíbrio hidroeletrolítico e as conseqüências da hipertermia. A água perdida durante a transpiração pode resultar em desidratação, levando à deterioração da capacidade de executar exercício e prejuízo à saúde.

A ingestão de  cerca de 2 litros de líquidos diariamente é recomendada como hábito alimentar adequado para qualquer indivíduo. O atleta deve ter especial atenção à sua hidratação.

Atletas devem iniciar sua participação em competições com estado ótimo de hidratação. Para isso recomenda-se a ingestão normal de líquidos durante o dia, a ingestão de 500 ml 2 horas antes e de 250 a 500 ml 15 a 30 minutos antes do exercício.

Durante o evento é recomendada a ingestão de líquidos a cada 15 – 20 minutos, na quantidade de 180 – 250 ml, numa tentativa de repor as perdas que ocorrem através da sudorese. Infelizmente, fatores tais como, diminuição da percepção da sede, pouco acesso às bebidas de hidratação, podem afetar negativamente o estado de hidratação do atleta.

Para atividades de longa duração ou de alta intensidade recomenda-se a adição de carboidratos, na proporção de 5 – 10% às bebidas, tanto antes como durante o evento, que podem ser na forma de sacarose, glicose, frutose e maltodextrina. Não se recomenda a utilização de bebidas contendo apenas frutose, que podem causar distúrbios gastrintestinais. A oferta de carboidratos ajuda na manutenção da glicemia e retardar o início da fadiga.

A adição de sódio à bebida de hidratação só é recomendada para provas com duração superior a 4 horas, com o objetivo de prevenir a hiponatremia.

Fatores que interferem com a palatabilidade são importantes para melhorar a aceitação de líquidos: temperatura, adição de sódio, sabor da bebida.

A bebida de hidratação deve permitir um rápido esvaziamento gástrico e rápida absorção intestinal. Para isso, devem ser observados: volume ingerido, temperatura, osmolaridade e composição de carboidratos.

Bebidas alcoólicas, bebidas gaseificadas, chá preto, chá mate e café e sucos de frutas concentrados não são recomendados para a hidratação durante a atividade física por provocarem alguns efeitos indesejados.

Após a competição, o atleta deve receber líquidos à vontade, de preferência acrescidos de carboidratos (1 – 2 g/kg), repondo as perdas hídricas e iniciando a reposição dos estoques de glicogênio.

É importante que o atleta se habitue ao seu esquema de hidratação durante o período de treinamento para evitar transtornos durante a competição.

BIBLIOGRAFIA:  

HOUTKOOPER L. Food selection for endurance sports. Med Scie Sports Exerc, 1992, 24 (9): S349 -S359. 

MCARDLE WD, KATCH FI, KATCH VL. Fisiologia do exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4ªed,.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 

PUJOL-AMAT P. Nutrición, Salud y Rendimiento Deportivo.2ªed, Barcelona: ESPAXS,  1997. 

VEJA ROMERO F, CARBAJAL AZCONA A, MOREIRAS TUNI O . Necesidades de energía y nutrientes en atletas. Deficiencias más comunes. Ver Clin Esp., 1996, 196 (6):381 387. 

WALBERG-RANKIN J. Dietary Carbohydrate as na Ergogenic Aid for Prolonged and Brief Competitions in Sport. Int.J.Sport Nutr. 1995, 5:S13 – S28. 

WIILIAM MH. Nutrition for fitness & sport. Dubuque: Brown & Benchmark, 1995.